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Como as habilidades socioemocionais podem mudar o mundo

No século XXI, já não basta que a escola desenvolva habilidades meramente cognitivas nos alunos – como o ensino de matemática ou português. Com o multiculturalismo, as relações de trabalho afetadas pela tecnologia e paradigmas do passado sendo superados, as instituições devem incutir nos pequenos competências como resiliência, colaborativismo, equilíbrio emocional, empatia e muitas outras.

Tais capacidades são chamadas de habilidades socioemocionais. Elas são tão importantes que o Brasil prevê que todas as escolas devem aplicá-las no currículo até 2020, segundo as novas diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Em países desenvolvidos, como é o caso do Japão, competências do tipo já estão no DNA escolar.

É o caso do ‘sempai-kohai’, hábito que faz parte da cultura japonesa e diz respeito à relação dos novatos com os mais velhos. Aos pequenos é ensinado o respeito pelos veteranos e, estes por sua vez, cuidam dos outros, os protegem dos perigos e dão o exemplo de liderança e responsabilidade a partir de suas condutas.

No país oriental é também na escola que os alunos aprendem a valorizar o cuidado com a coisa pública. São os próprios estudantes que limpam as áreas comuns dos colégios em grupos, uma forma de despertar o senso de coletividade. O conceito aplicado é de ensinar as crianças a deixarem o ambiente igual ou melhor do que antes, ou seja, são desenvolvidas as habilidades de cidadania e trabalho em equipe. Os resultados são colhidos por toda a sociedade, já que é praticamente impossível encontrar lixo em vias públicas do Japão.

Os exemplos são alguns modos de despertar as habilidades socioemocionais nas crianças. Na Escola Roberto Norio, a educadora japonesa Kazuko Yamauchi traz alguns dos conceitos da didática nipônica a São Paulo. As crianças vão desenvolvendo desde cedo a autonomia, a responsabilidade, o senso de liderança e a empatia por meio de pequenas atitudes do dia a dia, como se organizar para o lanche e respeitar horários. A ideia é que na 5ª série os alunos estejam aptos a realizar uma viagem de intercâmbio ao Japão.

Educar vai muito além de ensinar conteúdos pragmáticos. A missão da nossa escola é proporcionar às crianças a capacidade de escolha do seu caminho. Na Roberto Norio ofereceremos as ferramentas para que os alunos se conheçam melhor e possam ter relações mais saudáveis com os outros; construindo assim uma sociedade mais igualitária, respeitosa e humana.

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