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Criatividade é essencial para o aprendizado global da criança

Escola deve criar ambiente favorável e propiciar atividades que estimulem a imaginação dos alunos

A criatividade pode ser definida como a capacidade de imaginar, criar ou inventar algo, pensar em soluções inovadoras. A criança que é incentivada a fazer isso desde cedo tem mais facilidade para aceitar coisas novas, o que significa que está mais aberta para o aprendizado.

“Na infância, ter liberdade e possibilidade de fazer escolhas e de criar a seu modo ajuda muito na formação e na educação como um todo. E isso vai ter reflexos positivos também posteriormente, na autoestima e, por consequência, em todos os aspectos da vida da pessoa”, diz Alessandra Tiemi Morishita, coordenadora do Ensino Infantil da Escola Roberto Norio.

Como a manifestação da criatividade está muito ligada aos aspectos emocionais, a coordenadora conta que a escola tem uma preocupação grande com o bem-estar das crianças, para que elas se sintam livres e à vontade para poderem criar. Nesse sentido, é essencial observar os alunos no dia a dia e levar em conta o que eles têm a oferecer e o que para eles é importante.

“Na educação infantil, nas aulas de educação tecnológica, fazemos uma contação de história — por exemplo, sobre girafas. O professor vai fazendo perguntas para estimular as crianças — se já viu uma girafa, onde viu, que cores tem etc. Depois cada um vai construir a sua a partir de blocos de montagem. E não há certo ou errado”, afirma. Outro exemplo vem das aulas de artes do quarto ano, que está trabalhando as obras da pintora Tarsila do Amaral. “Apresentamos artistas e fazemos releituras, usando várias técnicas, como pintura e recortes”, explica Morishita.

Momentos livres fora da sala de aula, principalmente para alunos do período integral, também são considerados importantes para incentivar não só a imaginação, como a independência e a autoestima. São os chamados cantos pedagógicos – canto de leitura, espaço maker (onde podem desenhar e construir objetos utilizando sucata, papéis, cola e durex, por exemplo), canto de jogos, brinquedoteca, sala de música, parque e canto de areia.

De acordo com a coordenadora, até um tempo atrás, as pessoas não davam muito valor a esse assunto e não havia muito espaço para a liberdade e a criatividade. “A matéria tinha que ser estudada de determinada forma, o papel tinha que ser recortado de um certo jeito. Avaliar era mais fácil para os professores quando todo mundo fazia igual”, afirma. “Hoje, a preocupação em desenvolver a criatividade não deve se limitar apenas aos alunos, mas se estender também aos professores, para que eles possam ter condições de trabalhar isso com as crianças”, completa.

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